Para disputar a 22.ª e última jornada do campeonato deslocámo-nos ao Montijo para defrontar a equipa do Olímpico tendo participado neste jogo os seguintes jogadores: Daniel Pereira, David Alves, David Sousa, João Salazar, Nuno Janeiro, Ruben André, Sérgio Moreira, Vitorino Santos e Yuri Pires (CAP).
A exemplo da jornada anterior apenas contámos com 9 jogadores disponiveis para realizar este jogo, o que aumentava ainda mais as dificuldades deste jogo contra o 2.º classificado e realizado às 12h00 com uma temperatura extremamente elevada. Ao contrário da semana anterior contámos com 2 guarda redes e o Nuno acabou por jogar na frente.
Sabiamos que o ponto forte da equipa do Olímpico são as transições defesa-ataque, sendo muito perigosos a aproveitar os espaços nas costas da equipa adversária, pelo que tinhamos que ter um bom posicionamento para não sermos surpreendidos. Depois de uns primeiros minutos em que não conseguimos ter muita posse de bola conseguimos melhorar este aspecto, equilibrando o jogo e não permitindo jogadas de perigo para a nossa baliza. A partir dos 15 minutos o jogo começou a ficar mais “partido”, com mais espaço para jogar e aos 18’ acabamos por permitir que o Olímpico numa jogada de contra-ataque fizesse o 1x0. Reagimos bem e no minuto seguinte acabámos por conquistar uma grande penalidade. Não conseguimos marcar e pior ainda acabámos por sofrer o 2x0 aos 20’.
A 2.ª parte foi mais complicada, houve muito mais espaço para jogar, com a equipa em posse de bola a conseguir a maioria das vezes estar em superioridade numérica. Devido ao cansaço fomos rodando os jogadores e estes tiveram que jogar em várias posições o que se refletiu negativamente em termos de posicionamento, especialmente quando perdiamos a bola. Acabámos por ser penalizados pelos erros cometidos e sofremos 3 golos em 4 minutos (31’, 32’ e 35’) e o 6.º golo aos 45’, enquanto em termos ofensivos não conseguimos aproveitar as situções em superioridade numérica.
Mais uma vez chegamos ao fim do jogo com a sensação que o resultado é demasido pesado para o que se passou durante o jogo, no entanto, temos que dar os parabéns à equipa adversária por aproveitar os nosso erros e devemos trabalhar quer para reduzir os erros cometidos quer para aproveitar melhor os erros contrários. Na próxima 6.ª feira, a partir das 9h15 realiza-se o nosso Torneio da Páscoa, onde defrontaremos as equipas do C.D. Pinhalnovense, C.R.I. (Alhos Vedros) e Luso F.C. (Barreiro).
O Treinador: Estêvão Gonçalves
Chegámos a este jogo numa situação muito complicada. Devido a férias, lesões e doenças tinhamos apenas 9 jogadores disponiveis para serem convocados. Para complicar ainda mais a situação, depois de já ter passado mal a noite, o Nuno (único GR disponível) sentiu-se indisposto durante o aquecimento e não pode jogar. Deste modo para além de termos apenas 8 jogadores tivemos de improvisar um guarda redes à última da hora. O Daniel ofereceu-se para ir à baliza e esteve simplesmente impecável, para ele o meu obrigado e os parabéns quer pela atitude quer pelo desempenho.
Entrámos algo receosos no jogo e sem conseguir manter a posse de bola, fazendo com que os primeiros minutos fossem jogados no nosso meio campo. Apesar disto, não permitimos lances de perigo para a nossa baliza mas em dois minutos (4’ e 6’) cometemos dois erros e fomos penalizados com 2 golos. Aos poucos fomos conseguindo equilibrar o jogo e este passou a ser muito disputado no meio campo. Aos 19’ conseguimos marcar (Sérgio) em resultado de uma boa jogada, depois de uma boa iniciativa do David. Este golo colocou justiça no resultado e refletia o equilibrio com que o jogo decorria, no entanto no minuto seguinte acabámos por sofrer o 3.º golo.
Entrámos para a 2.ª parte alertados para a necessidade de não voltar a cometer os erros cometidos durante a primeira parte, no entanto se em termos ofensivos melhorámos bastante defensivamente não estivemos tão bem. O jogo foi muito aberto, jogado em todo o campo e com muitas situações de golo nas duas balizas, sendo a grande diferença entre as duas equipas o aproveitamento dessas situações. Conseguimos chegar com frequência à área adversária mas pecámos no último passe e no tempo que demorávamos a rematar. Por 3 vezes aparecemos 1x1 com o guarda redes adversário mas não conseguimos marcar. Apesar dos alertas iludimo-nos com o querer marcar, alguns jogadores subiam no terreno mais do que o que deviam e ficámos muitas vezes descompensados defensivamente, permitindo que os adversários chegassem em superioridade numérica junto da nossa área e rematassem. Para além disso fomos pouco agressivos dentro da área, não ajudando convenientemente o Daniel, permitindo que os adversários fizessem golo ao 2.º ou 3.º remate. O resultado foi-se assim avolumando (3 golos nos últimos 2 minutos) e apesar de não colocar em causa a justiça da vitória adversária, a diferença no marcador foi demasiado pesada não refletindo o equilibrio com que o jogo decorreu. 
Hoje vou começar esta crónica pelo fim dando os parabéns a todos os jogadores pelo excelente jogo que fizeram e pela atitude e entrega que tiveram ao longo de todo o jogo. Quanto ao resultado, este é demasiado desnivelado e não reflete o equilíbrio com que o jogo decorreu. Não colocando em causa a vitória adversária, não merecíamos um resultado tão desnivelado, que se fica a dever muito à nossa ineficácia na finalização, mas o resultado é o menos importante e devemos ficar orgulhosos do jogo que fizemos fizemos contra esta boa equipa da A.D. Luvas Pretas.
Os primeiros minutos de jogo foram para esquecer. Na primeira jogada do encontro ganhámos a bola na área adversária mas demorámos demasiado tempo a decidir, perdemos a oportunidade de rematar e no contra-ataque acabámos por sofrer o 1.º golo, estavam decorridos apenas 45 segundos. Aos 3’ acabámos por sofrer o 2.º golo, mas a partir daqui finalmente conseguimos reagir e equilibrar o jogo, fruto de uma maior concentração, maior agressividade, melhor posse de bola e melhor qualidade de passe. Aos 12’ conseguimos finalmente marcar (Yuri) e apesar de várias oportunidades de golo junto a ambas as balizas o resultado não se alterou.
Na 2.ª parte começámos de novo muito mal e em 2 minutos (28’ e 29’) sofremos 2 golos, mas mais uma vez reagimos bem e conseguimos equilibrar o jogo criando várias oportunidades para marcar. No entanto, em termos defensivos estivemos menos compactos, cometemos diversos erros posicionais, não tivemos tanta qualidade de passe e permitimos também vários lances de perigo junto à nossa baliza. Aos 46’ sofremos o 5.º golo e apenas aos 49’ conseguimos marcar (Teles).
Um obrigado aos Pais pelo acompanhamento e pelo apoio (espero que a 3.ª parte do jogo tenha sido tão boa) e um agradecimento também aos Pais da A.D. Luvas Pretas pelo modo como trataram os nossos meninos.
No próximo sábado, dia 9, recebemos em Palmela a equipa do C.D. Pelezinhos às 9h30. O Treinador: Estêvão Gonçalves
Em jogo a contar para a 19.ª jornada do campeonato recebemos em Palmela a equipa do G.D. Os Amarelos, tendo participado neste jogo os seguintes jogadores: André Simões, Daniel Pereira (CAP), David Sousa, Fábio Almeida, Fábio Fialho, João Salazar, Nuno Janeiro, Ruben André, Sérgio Moreira, Tomás Teles, Vitorino Santos e Yuri Pires.
Entrámos muito bem neste jogo, conseguindo criar várias situações de finalização, no entanto, apesar dos diversos remates efectuados acabámos por não conseguir marcar. Até cerca dos 10’ dominámos completamente o jogo, conseguindo com alguma facilidade chegar à área contrária, no entanto, fomos permitindo que a equipa adversária equilibrasse o jogo e em alguns lances de ataque rápido apanharam-nos descompensados e criaram perigo junto à nossa baliza. Aos 22’ finalmente conseguimos marcar (Yuri), aproveitando uma das muitas situações de finalização que conseguimos criar, colocando assim alguma justiça no marcador.
No início da 2.ª parte não estivemos tão bem. Não conseguimos ter qualidade na posse de bola, especialmente no nosso meio campo e junto à nossa área, demorando demasiado tempo a soltar a bola e falhando muitos passes, acabando por ser penalizados aos 28’ com o golo do empate. Depois de uma perda de bola na nossa área permitimos que o adversário rematasse à entrada da área sem oposição. Este golo sofrido acabou por nos despertar para o jogo. Reagimos muito bem e apenas 2’ depois voltamos a marcar (Yuri). Este golo deu-nos muita confiança e começámos a ganhar a posse de bola no meio campo, mantendo-a e chegando com frequência à área adversária e criando perigo. Dominámos completamente o jogo, não permitimos mais lances de perigo junto à nossa baliza e os lances de perigo a nosso favor foram acontecendo naturalmente, no entanto apenas aos 46’ acabámos por fazer o 3.º golo (Yuri) e “acabar” com o jogo.
No próximo sábado, dia 2, deslocamo-nos a Santiago do Cacém para defrontar a equipa da A.D. Luvas Pretas às 10h30. O Treinador: Estêvão Gonçalves
Depois de um jogo muito pouco conseguido na jornada anterior, durante o qual estivemos muito abaixo do que sabemos e podemos fazer, tínhamos nesta jornada uma tarefa muito complicada. Iríamos defrontar uma equipa que tem estado sempre na frente da classificação e que no jogo da primeira volta nos tinha vencido por 7x0. No entanto, em relação a esse jogo apesar do resultado desnivelado guardávamos a boa primeira parte que fizemos, disputando o jogo pelo jogo. Para além do valor da equipa adversária tivemos alguns problemas durante a semana que se refletiram no jogo. Durante a semana, por vários motivos, não contámos com todos os jogadores e isso reflectiu-se na convocatória para o jogo a qual só integrou 11 jogadores.
Relativamente ao jogo em si, começar pelo fim e dar os parabéns aos jogadores pela atitude que tiveram ao logo do jogo, pois apesar dos erros que cometemos, dos golos sofridos e da superioridade da equipa adversária lutaram sempre e nunca baixaram os braços. Face às limitações que afectaram a equipa muitos dos jogadores jogaram em posições diferentes das habituais e apesar de nestas idades ser fundamental para a sua formação experimentarem várias posições e de já o terem feito noutras situações, treinos ou jogos, notou-se a falta de rotinas, as quais se refletiram em alguns erros posicionais.
Os golos sofridos resultaram na sua generalidade de erros que cometemos e da demasiada passividade que demonstrámos, especialmente na nossa área. Depois de uma 1.ª parte em que apesar de sermos inferiores ao adversário foram raros os lances de perigo junto à nossa baliza, acabámos por sofrer 2 golos na sequência de pontapés de canto (5’ e 15’) e o 3.º golo no último minuto. Na 2.ª parte tivemos um período de algum desnorte e em 3 minutos sofremos 3 golos (33’ aos 35?), no entanto, ao contrário de outros jogos, reagimos muito bem, fomos mais pressionantes, ganhámos mais bolas a meio campo e conseguimos dividir o jogo jogando mais tempo no nosso meio campo ofensivo.
Apesar do resultado pesado, mas inteiramente justo, frente a uma equipa forte que justificou o porquê de estar na frente da classificação e que possui jogadores que individualmente fizeram a diferença, devemos guardar a atitude que tivemos e o modo como reagimos aos nossos erros e aos golos sofridos, não devendo no entanto esquecer o modo demasiado passivo como permitimos que os adversários jogassem e fizessem a maioria dos golos.
Na próxima jornada folgamos pelo que só voltamos a jogar para o campeonato no dia 19 de Março, quando nos deslocarmos à Pontes, para defrontar a equipa do Sonho XXI. No próximo sábado, dia 12, vamos no entanto aproveitar a folga para realizarmos em Palmela um jogo treino com a equipa do Fabril
Depois dos últimos dois jogos muito pouco conseguidos, pretendíamos neste jogo dar uma imagem diferente e mais próxima do nosso valor e isso passava essencialmente por termos uma atitude diferente face ao jogo e mostrarmos alegria e prazer em jogar. Esperávamos um jogo complicado contra uma equipa que está a fazer um bom campeonato e que nos tinha vencido na primeira volta, mas tínhamos também a noção de que esse resultado não refletia a diferença de valor entre as duas equipas.
Entrámos bastante nervosos no jogo e cometemos alguns erros posicionais que acabámos por pagar bem caro e aos 7’ já estávamos a perder 0x2, no entanto, ao contrário do que se tem passado estes golos acordaram-nos para o jogo e tivemos uma grande reação, passando a partir daí a dominar completamente o jogo. Ganhámos a maioria das bolas no nosso meio campo ofensivo, não permitindo jogadas de perigo junto à nossa área e ofensivamente criámos inúmeras oportunidades para finalizar, mas ou por falhas nossas ou por excelentes defesas do guarda redes contrário não conseguíamos marcar. Aos 24’ finalmente conseguimos fazer golo, através de um livre direto (Vitorino). Chegámos ao intervalo a perder 1x2 e se por um lado o resultado era injusto para o que se tinha passado durante a 1.ª parte, por outro dava-nos confiança para o conseguirmos alterar durante a 2.ª parte.
Entrámos muito bem na 2.ª parte e logo no 1.º minuto empatámos o jogo no seguimento de um canto (Vitorino). Continuámos a dominar o jogo e a criar lances de perigo mas a não conseguir marcar. Aos 37’ numa das raras vezes que a equipa adversária chegou à nossa área, um jogador contrário escorregou e o árbitro optou por marcar grande penalidade. Contra a corrente do jogo e de um modo bastante injusto estávamos novamente em desvantagem, no entanto 2’ depois de novo através da marcação de um canto chegámos ao empate (Vitorino). Até ao final do jogo a história do jogo não se alterou, acentuou-se o nosso domínio, continuámos a desperdiçar oportunidades para marcar, mas o resultado não se alterou.
Este empate deixa-nos um sabor amargo pois criámos oportunidades mais do que suficientes para ganhar o jogo e o adversário acabou por marcar 3 golos praticamente nas únicas oportunidades que dispôs para finalizar, só incomodando em remates de longe. Num jogo disputado sobre uma chuva intensa, num relvado que foi ficando cada vez mais difícil de jogar, com muita água e alguma lama, estivemos quase irrepreensíveis defensivamente, mantendo um excelente posicionamento e lutando com uma enorme alma em todos os lances. Quando em posse de bola procurámos sempre jogar um futebol apoiado, chegando sempre à área contrária com a bola controlada e colocando sempre no mínimo 2 ou 3 jogadores na área, pecando apenas no último passe ou no remate.
Mais importante que o resultado e da sua justiça ou não, o que mais nos importa é o grande jogo que fizemos, a grande atitude que tivemos, a alegria que os jogadores transpareceram durante todo jogo, o nunca baixar os braços face às adversidades, fosse o resultado negativo ou as condições do tempo e do campo, mantendo sempre os nossos princípios de jogo e quando assim é saímos sempre de cabeça bem erguida do campo e todos estão de parabéns. Esta é a equipa que nós devemos ser sempre, em todos os jogos e em todas as situações, e é para isto que nós treinamos e temos que continuar a treinar cada vez mais.
Depois da interrupção devido à mudança da volta reiniciámos o campeonato recebendo a equipa do N.R.D. Ídolos da Praça em jogo a contar para a 12.ª jornada do campeonato, tendo participado neste jogo os seguintes jogadores: André Simões (CAP), Daniel Pereira, David Alves, David Sousa, Fábio Almeida, Fábio Fialho, João Salazar, Nuno Janeiro, Ruben André, Sérgio Moreira, Vitorino Santos e Yuri Pires.
Esperávamos neste jogo dar continuidade à excelente exibição que fizemos frente à equipa do Olímpico do Montijo, mostrando a mesma atitude e a mesma alegria em jogo, mas não foi nada disso que se passou. Durante todo o jogo a equipa adversária foi sempre superior, nunca funcionámos como uma equipa, defensivamente cometemos demasiados erros individuais e coletivos, ofensivamente simplesmente não existimos e a falta de atitude competitiva contribuiu sobremaneira para este resultado. Exemplo do que se passou durante o jogo foi o fato de apenas termos feito 2 remates à baliza durante todo o jogo. Ao intervalo com o resultado em 0x3, procurámos corrigir alguns pormenores e principalmente alertar para a necessidade de alterar a atitude face ao jogo, no entanto, na segunda parte as coisas acabaram por piorar, sofremos 4 golos nos 4 primeiros minutos, baixámos os braços, esquecemos por completo os nossos princípios de jogo e o resultando foi-se avolumando.
Resta-nos agora levantar a cabeça, continuar a trabalhar durante a semana para melhorar-mos e procurar de futuro que as adversidades não nos abatam tão facilmente e mesmo face a elas procurar manter uma atitude positiva e nunca perder os nossos princípios de jogo.
No próximo sábado, dia 12, às 11h00, deslocamo-nos à Quinta do Anjo para defrontar a equipa do Quintajense F.C..
Tínhamos consciência de que nos esperava uma tarefa muito complicada nesta jornada, onde iríamos defrontar uma equipa que se encontrava no 2.º lugar da classificação, sem qualquer derrota averbada e sendo a equipa com menos golos sofridos na prova, tendo vencido na jornada anterior no terreno do 1.º classificado.
Sabendo que a equipa adversária assenta o seu jogo numa defesa muito consistente, ocupando bem os espaços no seu meio campo defensivo e sendo muito fortes nas transições defesa-ataque, entrámos com a preocupação de ser rigorosos no posicionamento em campo, procurando não descompensar a equipa e não dar espaços nas nossas costas. Durante a primeira parte estivemos muito bem, quase perfeitos em termos táticos. Em termos defensivos, à excepção de dois lances em que na sequência de dois cantos a nosso favor a equipa adversária saiu muito rápido em contra-ataque, não permitimos jogadas de perigo junto à nossa baliza, tendo a equipa adversária optado quase sempre por remates de longe que não incomodaram o David. Em termos ofensivos, a partir dos 10 minutos de jogo passámos a deixar de ter medo de ter a bola no pé, aumentámos a posse de bola, subimos no terreno através de boas combinações coletivas e por duas vezes estivemos muito perto do golo. Primeiro com o David Alves a isolar-se e à saída do guarda-redes a rematar ao lado e depois com o Fábio Fialho com a bola a saltar à entrada da pequena área a rematar por cima. No último minuto da 1.ª parte cometemos uma grande penalidade perfeitamente desnecessária mas o David Sousa acabou por defender o remate do adversário e garantir assim a justiça do marcador.
Na segunda parte, para além do valor da equipa adversária, contámos com mais duas adversidades, o vento contra e a bola do adversário, mais pesada que a nossa e à qual nunca nos conseguimos adaptar. Durante este período jogou-se mais tempo no nosso meio campo defensivo, no entanto, continuámos a não permitir lances de perigo junto da nossa baliza. Em termos ofensivos sentimos dificuldades em subir no terreno através de combinações coletivas, não só mas também devido à bola. Aos 42’ numa reposição de bola em jogo através de um pontapé de baliza, o David Sousa não conseguiu levantar a bola e colocou-a nos pés de um adversário à entrada na nossa área e na sequência deste lance acabámos por sofrer golo. Tivemos uma excelente reação ao golo sofrido, lutámos e acreditámos até ao fim que podíamos alterar o resultado, mas fruto do nosso adiantamento podíamos também ter sofrido golo em duas situações.
Apesar da derrota sinto uma grande satisfação pela nossa prestação e pela imagem que a equipa transmitiu. Durante todo o jogo fomos uma verdadeira equipa, mostrámos sempre uma grande atitude, nunca deixámos de lutar e transpareceu sempre a alegria que os jogadores estavam a sentir e quando assim é só temos de nos sentir orgulhosos e independentemente do resultado saíremos sempre de cabeça erguida.
Durante esta semana finalmente conseguimos voltar às nossas rotinas e realizámos todos os treinos programados. Este facto conjugado com o que de positivo tínhamos feito nos jogos anteriores e alertados para a necessidade de melhorar o que de menos positivo tínhamos feito, fazia com encarássemos este jogo com muita confiança e com esperança de voltar às vitórias.
No entanto, as coisas não nos correram bem, não tendo conseguido dar sequência ao que de bom tínhamos vindo a fazer nos últimos jogos. Durante a primeira parte assistiu-se a um jogo muito equilibrado. Pela primeira vez jogámos com três defesas e tínhamos como estratégia definida garantir em primeiro lugar ter segurança defensiva e procurar controlar o jogo tendo uma boa posse de bola, aproveitando os espaços deixados pelo adversário. Durante quase toda a primeira parte não permitimos lances de grande perigo junto da nossa baliza. A equipa adversária rematou várias vezes de longe mas raramente acertou na nossa baliza e quando o fez foram sempre bolas fáceis para o David agarrar. Apesar de pressionados conseguimos quase sempre sair a jogar nos pontapés de baliza e nos lances em que a bola chegou às mãos do David conseguimos criar lances de 2 x 1 e 3 x 1 no meio campo adversário, mas fomos sempre muito lentos a decidir e procurámos sempre a jogada individual em detrimento de jogar coletivamente e as situações foram condenadas ao fracasso. Aos 16’ perdemos uma bola no centro do terreno quando estávamos a iniciar o processo ofensivo, a equipa foi apanhada desequilibrada e acabámos por sofrer o golo, mantendo-se esta desvantagem até ao intervalo.
Ao intervalo procurámos retificar algumas coisas e iniciámos a 2.ª parte a jogar no nosso sistema de jogo habitual, mas as alterações e os alertas feitos não surtiram efeito e nesta segunda parte não existimos como equipa. Estivemos demasiado apáticos, deixámos os jogadores adversários jogar sempre à vontade, fomos demasiado macios e ofensivamente simplesmente não existimos. Apenas conseguimos chegar à baliza adversária depois de termos sofrido o 2.º e 3.º golo aos 38’ e aos 43’. Em dois lances seguidos podíamos ter marcado primeiro com o David Alves a conseguir isolar-se dentro da área mas só com o guarda-redes pela frente rematou ao lado, e depois com o remate do Yuri a ser interceptado pelo defesa adversário. Não marcámos e aos 45’ sofremos o 4.º golo, tendo sofrido o 5.º golo já em período de descontos.
Tivemos um jogo para esquecer, especialmente durante a 2.ª parte. Foi sempre dito aos jogadores que o resultado não é nem nunca poderá ser o mais importante, importa sim a atitude individual e coletiva, o procurar fazer bem o que é pedido e sentir alegria e prazer no jogo. Esta derrota, pesada mas inteiramente justa, deixa um travo muito amargo sobretudo porque é em grande parte justificada pela falta de atitude competitiva da equipa e pela falta de alegria que os jogadores demonstraram ao longo do jogo. Como disse anteriormente o resultado não é o mais importante mas também não devemos ficar indiferentes à derrota, pelo que devemos todos refletir sobre a nossa atitude face aos golos sofridos e às derrotas.
No próximo sábado dia 22 recebemos em Palmela a equipa do Olímpico do Montijo às 10h30.
Depois de duas derrotas pesadas sofridas nos dois últimos jogos, em que defrontámos duas das equipas mais fortes deste campeonato, queríamos neste jogo voltar às vitórias e terminar este ano da melhor maneira. Apesar de irmos defrontar uma equipa que ainda não tinha conseguido vencer nesse campeonato, sabíamos que para conseguir o nosso objectivo teríamos de manter uma boa organização e um correto posicionamento em campo, funcionar como equipa, ser agressivos defensiva e ofensivamente, para além de termos de nos conseguir adaptar ao terreno pelado.
Entrámos muito bem no jogo, muito concentrados, a conseguir recuperar rapidamente a bola quando não a tínhamos em nossa posse e fruto desta boa entrada marcámos o primeiro golo aos 53 segundos (Sérgio). Um excelente golo fruto de uma boa triangulação e boa movimentação coletiva, mas já antes deste golo tínhamos criado uma oportunidade para marcar. Mantivemos a boa atitude e esta primeira parte foi jogada quase exclusivamente no nosso meio campo ofensivo. Conseguimos marcar mais dois golos, aos 5 minutos (Vitorino) e aos 14 minutos (João), mas mais do que isso dispusemos de um grande número de oportunidades para marcar mais golos, tendo pecado apenas na finalização. Durante a primeira parte fizemos 13 remates, sendo 12 deles na direção da baliza, para além de termos conquistado 8 cantos, por outro lado o David apenas tocou na bola em 3 ocasiões.
A 2.ª parte já não foi tão boa. À semelhança do que se passou nos últimos minutos da 1.ª parte não estivemos tão concentrados, começámos a perder o nosso posicionamento, especialmente sem bola, ofensivamente quisemos resolver individualmente em vez de o fazer coletivamente e quando perdíamos a bola fomos muito pouco agressivos e muito lentos a recuar no terreno. Fizémos o 4 x 0 aos 31 minutos (Daniel), um golo cheio de sentido de oportunidade, no entanto sofremos um golo no minuto seguinte e este golo deu alento à equipa adversária. Dispusemos de várias oportunidades para fazer mais golos, fizemos 9 remates, mas apenas 2 na direcção da baliza, mas como o jogo estava muito aberto e demos demasiado espaços a equipa adversária aproximou-se mais vezes da nossa área e os últimos 5 minutos foram algo intranquilos para nós. Sofremos o 2.º golo aos 47 minutos e cometemos uma grande penalidade já nos descontos, que o David acabou por defender (repetindo a defesa da semana anterior).
Foi uma vitória totalmente justa, com coisas muito boas, mas também com alguns erros que não devemos repetir. Foi uma vitória importante para terminar o ano da melhor maneira e uma vitória que já merecíamos pelo que temos feito.