SESIMBRA 3 x 0 PALMELENSE FC
Na terceira jornada, deslocámo-nos ao Complexo Desportivo da Maçã para defrontar o Sesimbra. Participaram os seguintes jogadores: Gonçalo Marinheiro, Tiago Fortuna, Tiago Jesus, João Petinga, Nelson Nunes, Georgy Chernobay, Rafael Rocha, Jorge Osório, Bernardo Cruz, Carlos Costa, Rodrigo Constantino e Sérgio Pinto.
A equipa adversária é uma equipa muito bem organizada, que trabalha há muito tempo com o mesmo grupo e treinador, apresentando um carácter selectivo na construção do plantel, caracterizada pela sua grande capacidade ofensiva. Esperávamos muitas dificuldades, pela experiência do ano transacto, onde havíamos perdido por 6 a 2, num jogo (de treino) claramente dominado por eles.
Após um jogo de treino com os Infantis A, na quinta-feira, onde realizámos uma excelente primeira parte, com boa circulação e progressão, fomos para esta partida com o objectivo de demonstrar a evolução e maturação relativamente ao ano transacto. Como segundo objectivo, tentar vencer o jogo. Atingimos plenamente o primeiro objectivo. Na primeira parte fomos fortes nos processos defensivos, anulando todas as tentativas do adversário, com um jogo característico de quem sabe utilizar as características do terreno de jogo (pelado de dimensões reduzidas). Este foi um aspecto que nos dificultou a tarefa, no pelado não conseguimos realizar as mesmas prestações, nem obter o mesmo rendimento ofensivo. Acabámos por sofrer um golo, ainda na primeira parte, após um cruzamento que à partida seria inofensivo, mas com o guarda-redes a socar a bola para a zona de finalização. Contudo, aspecto positivo, ao contrário da época transacta, reagimos bem, não baixámos os braços e construímos duas claras ocasiões de golo, que mais uma vez não concretizámos.
Na segunda parte, com maior rotatividade, não tivemos capacidade para inverter o marcador, embora tenhamos continuado com uma atitude batalhadora, conseguindo mais duas situações para finalizar. Mérito para o adversário, mas também alguma infelicidade, pois acabámos por sofrer mais dois golos de situações “inofensivas”. A primeira um canto directo, com a bola a ressaltar no solo ganhando efeito e entrando ao primeiro poste e uma segunda num cruzamento/remate que não levava a direcção da baliza mas que ao ser tocada pelo guarda-redes acabou por entrar.
De destacar como positivo, a atitude combativa que apresentámos num campo difícil, com um adversário forte e um público adverso. Mantivemo-nos unidos.
De negativo, que um dos jogadores não tenha tido a humildade para assumir o erro, culpabilizando os colegas de equipa e reagindo, incompreensivelmente, de forma negativa aos feedbacks do treinador.
Quando perdemos perde a equipa, quando ganhamos ganha a equipa. Não jogamos sozinhos, mas o erro é característico do jogo. E existem posições onde o erro é fatal, mas temos que saber lidar com isso, assumi-lo e corrigi-lo na próxima oportunidade. Um avançado perde a bola imensas vezes no jogo, e é auxiliado por um colega. Um guarda-redes quando as coisas não lhe correm bem, maior parte das vezes, já não tem auxílio e sofremos um golo. Mas isso é próprio do jogo e quem quer ser guarda-redes tem que saber lidar com essas situações. “Um homem nunca deve sentir vergonha de admitir que errou, o que é apenas dizer, noutros termos, que hoje ele é mais inteligente do que era ontem”. Faz parte da vida, da aprendizagem, quem pensa que não erra, ou não assume no que errou, vai continuar a fazer sempre da mesma forma, logo não evolui.
Anulámos todas as tentativas do adversário, mas depois proporcionámos-lhe por três vezes, em situações à partida controladas, aquilo que procuravam. O jogo é mesmo assim, pela atitude e pelo desempenho, não merecíamos sofrer três golos e na minha opinião tínhamos condições para evitar a derrota. Fiquei bastante satisfeito, tanto por termos disputado o jogo do princípio ao fim, como pela forma como reagimos a todos os constrangimentos, mas sobretudo porque NUNCA DESISTIMOS. É isso que dá sentido a uma equipa.
Demonstrámos estar mais fortes do que no ano transacto e que já não existem as mesmas diferenças entre as duas equipas. Se o Sesimbra o ano passado era claramente superior, penso que continuando a trabalhar, na segunda volta teremos todas as condições para demonstrar que essa inferioridade deixou de existir. Perdemos, mas soubemos perder, soubemos reagir à derrota, e obrigámos o adversário a dar também o máximo. Sabemos onde temos que melhorar, as condições de treino (espaços, número de jogadores, etc, etc.) tornam o processo um pouco mais lento, mas com vontade, trabalho e espírito de grupo vamos lá chegar. FIQUEI ORGULHOSO.
Na próxima jornada recebemos o Fusco FC.
O Treinador dos Infantis B,
Ricardo Lopes





Na segunda parte entraram três novos jogadores e mantivemos a estratégia e o sistema táctico mas com redobrada atenção ao corredor central para onde se deslocou o melhor jogador adversário. Os Amarelos procuraram dominar o jogo mas a qualidade do seu futebol nunca lhes permitiu conquistarem boas oportunidades de golo, também porque a nossa organização defensiva foi suficientemente eficaz para travar os ataques adversários. Exemplo disto foi o facto do nosso guarda-redes só ter efectuado uma defesa a um remate de fora da área. Ao invés o nosso controlo da bola no sector intermédio foi-se tornando mais evidente, melhorámos a circulação da bola entre corredores o que nos permitiu, em ataques rápidos e contra-ataques, chegar várias vezes com perigo à área adversária. Conquistámos três pontapés de canto, dois livres e efectuámos quatro remates, em que dois deles poderiam ter sido golo. Mais dois jogadores participaram no jogo; apenas não participou o João Rodrigues por opção técnica.






Iniciámos a partida muito bem, rápidos sobre o portador da bola e dinâmicos na construção de jogadas ofensivas. No primeiro minuto enviámos uma bola ao poste; ao nono minuto marcámos o nosso golo. A partir de meio desta primeira parte a equipa adversária passou a superiorizar-se e a chegar mais vezes próximo da nossa área e baliza, mercê do domínio no meio-campo. Não conseguimos ter a bola muito tempo, as transições ofensivas foram pobres e, apesar da nossa defesa em linha ter estado bem, sofremos dois golos na sequência de pontapés de canto. Não conseguimos realizar mais do que um remate.
Para a segunda parte entraram três novos jogadores e mantivemos o sistema GR-4-4-2. A qualidade geral do nosso jogo melhorou, tivemos mais tempo a posse da bola, jogámos mais tempo no meio-campo adversário e o nosso guarda-redes pouco mais foi do que um espectador porque conseguimos ser mais pressionantes. Conquistámos cinco pontapés de canto, um livre à entrada da área e efectuámos quatro remates mas sem sucesso. Os Pescadores conseguiram defender bem a baliza e a vantagem no marcador. Mais três jogadores participaram no jogo; apenas não participou o João Ramos por se ter lesionado no aquecimento.






Neste terceiro jogo oficial da época participaram os seguintes 18 jogadores: Afonso, Cristiano, Dani, Diogo Araújo, João Madeira, João Morais, João Ramos, Luís Gaspar, Martim, Nuno, Pedro, Rafael Barata, Ricardo Ferreira, Rodrigo Pereira, Ruben, Tiago Mendes e Tiago Moço.
Na sequência do bom jogo realizado com o Quinta do Conde, voltámos a jogar em 4-4-2 com os médios em losango. Estavam reunidas todas as condições para a realização de um bom jogo o que, infelizmente, não aconteceu. Começámos mal, permitimos o domínio do meio-campo (inexplicavelmente) e, consequentemente, que o Seixal fizesse algumas jogadas com algum perigo no início do jogo, tendo sofrido o primeiro golo aos 5 minutos. Praticamente só aos 7 minutos conseguimos entrar no meio-campo ofensivo e só cerca dos 10 minutos chegámos à área adversária. Depois, conseguimos tranquilizar-nos, ter mais tempo a posse da bola, dominar o meio-campo e construir mais e melhores jogadas. Todavia, os nove remates efectuados não foram suficientes para marcar qualquer golo.
Na segunda parte, ajustou-se ligeiramente o sistema táctico e introduzi quatro novos jogadores com o objectivo de obter a vitória. Contrariamente ao que solicitei, não fomos capazes de construir tantas nem tão boas jogadas como nos primeiros 35 minutos e apenas conseguimos efectuar três remates (só um poderia ter dado golo). Apesar de termos conseguido empatar aos 48 minutos, no minuto seguinte oferecemos, literalmente, o segundo golo ao Seixal que, a partir daí se fechou mais atrás dificultando-nos o acesso à sua área. Curiosamente, em dois contra-ataques já perto do final do jogo, poderia ter ampliado a vantagem.






